Diagnóstico

Segundo tipo mais frequente no mundo, o câncer de mama é o mais comum entre as mulheres, respondendo por 22% dos casos novos a cada ano.  No Brasil, são detectados mais de 50.000 novos casos todo ano, e cerca de 11.000 óbitos decorrentes da doença. A alimentação saudável e a prática de exercícios físicos regulares são fundamentais para a prevenção do câncer de mama.

Quais são os sintomas mais comuns do câncer de mama?
⦁ Aparecimento de um nódulo ou de um espessamento da mama ou próximo a ela ou ainda na região da axila.
⦁ Alteração no tamanho ou na forma da mama.
⦁ Alteração no aspecto da mama, auréola ou mamilo.
⦁ Saída de secreção pelo mamilo, sensibilidade mamilar ou inversão do mamilo para dentro da mama.
⦁ Enrugamento ou endurecimento da mama (a pele de mama adquire um aspecto de casca de laranja).
⦁ Sensações diferentes: calor, inchaço, rubor, escamação.
Ilustração:

A maior parte dos nódulos não são câncer. Normalmente são cistos com fluidos no tecido do seio que aumentam e diminuem com o ciclo menstrual. No entanto, não podemos esquecer que o nódulo na mama é o sinal mais frequente de câncer na mama, em mais de 75% dos casos.
As formas mais comuns de detecção precoce o exame clínico da mama e a mamografia. O exame clínico pode ser realizado por um médico ou enfermeiro e pode detectar tumores superficiais. É recomendado fazer todo ano durante consulta no ginecologista. A mamografia é a radiografia da mama que permite a detecção precoce do câncer, por ser capaz de mostrar lesões em fase inicial, muito pequenas (de milímetros). É realizada em um aparelho de raio X apropriado, chamado mamógrafo. Nele, a mama é comprimida de forma a fornecer melhores imagens, e, portanto, melhor capacidade de diagnóstico. O desconforto provocado é discreto e suportável.
A mamografia é recomendada para mulheres com mais de 40 anos. O exame deve ser feito anualmente ou a critério médico, dependendo dos fatores de risco. No entanto, para uma mulher na qual seja palpável um nódulo, não existe limite de idade para a mamografia de investigação. Nas pacientes com alto risco definido com base em história familiar ou genética, a recomendação é iniciar o rastreamento aos 30 anos de idade.

Além da mamografia, outros exames serão solicitados caso o médico ache necessários – como o ultra-som e a ressonância magnética. Estes exames não substituem a mamografia, apenas auxiliam na descoberta da doença. Se houver alguma suspeita de câncer de mama, o médico mastologista solicitará uma biópsia, que é a remoção de uma pequena quantidade de tecido para avaliação anatomopatológica da presença (ou não) de câncer. A escolha do tipo de biópsia depende de cada caso. Existem vários tipos de biópsias, como biópsia de aspiração por agulha fina, biópsia por agulha grossa e biópsia cirúrgica. Uma vez com o câncer, serão necessários exames de estadiamento para ver a progressão da doença no corpo. Neste caso serão pedidos exames de sangue, raio-x de tórax, ultra-som de abdome e cintilografia óssea, entre outras específicas para cada caso e a critério médico.
Fatores que aumentam o risco de câncer de mama:
⦁ Vários casos na família (mãe, tias, irmãs).
⦁ Primeira gestação acima dos 30 anos.
⦁ Não ter filhos.
⦁ Menopausa após os 55 anos.
⦁ Primeira menstruação antes dos 10 anos.
⦁ Estresse
⦁ Tabagismo e alcoolismo.

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